IARP – Instituto de Alergia de Ribeirao Preto
A resposta do sistema imunológico nesse processo de defesa é conhecida por resposta imune.
Esses componentes interagem entre si, e vão defender o nosso corpo das bactérias, vírus, fungos e outros. Desta forma, o sistema imunológico protege o organismo humano de seres indesejáveis (antígenos), que tentam invadir nosso corpo.
A resposta imune inata é a primeira linha de defesa, já nasce com a criança e está nas nossas barreiras físicas, químicas e biológicas. A pele, lágrima, muco, saliva, suco gástrico, suor atuam nessa defesa inicial, além das células de defesa como neutrófilos, leucócitos e macrófagos. Ela amadure mais precocemente, protegendo a criança já no primeiro ano de vida.
Já a resposta imune adaptativa será desenvolvida ao longo do tempo, com a ativação de células especializadas: Linfócitos B e T que vão gerar 2 tipos de imunidade adquirida Imunidade humoral (linfócitos B reconhecem antígenos) e Imunidade celular (os linfócitos T mediarão o processo de defesa).
No sistema imunológico humano temos diversas células e órgãos que agindo em conjunto garantem um equilíbrio e controle frente aos agentes invasores. No entanto, em alguns casos alguns pacientes apresentam alguma falha nesse sistema e podem apresentar quadro de imunodeficiência. Essas doenças, conhecidas como Imunodeficiências Primárias (IDP) são um conjunto de doenças que apresentam com característica uma maior susceptibilidade a infecções, doenças autoimunes, auto inflamatórias, atopia e câncer.
Hoje já existem cerca de 300 IDP distintas e reconhecidas. E seu reconhecimento precoce é de extrema importância para o paciente. O Grupo Brasileiro de Imunodeficiência – BRAGID adaptou os 10 sinais de alerta para IDP publicados pela Fundação Jefrey Modell com o objetivo de facilitar o reconhecimento de uma possível imunodefiência. A presença de mais de um sinal é indicativo para pesquisar IDP, e estão descritos a seguir:
Fonte: adaptado de BRAGID, 2015.
As IDP mais graves se manifestam em idades mais precoces, e se diagnosticadas nos primeiros meses de vida, podem ser tratadas e mesmo curadas. Desta forma, foram elaborados os sinais de alerta para os sintomas no primeiro ano de vida:
Fonte: adaptado de Carneiro-Sampaio M et al, 2011.
Sabemos que quanto mais jovem nossa criança, mais imaturo estará seu sistema imune. Então, essas crianças frequentando creches precocemente e enfrentando, no seu dia a dia, uma série de micro-organismos para os quais ainda não tem capacidade de montar uma defesa adequada teremos mais infecções nos primeiros anos de vida. E até quando isso é normal? Estudos nos mostram que podemos observar em média 10 infecções por ano em crianças que frequentam creches, e essas doenças não são graves e tendem a reduzir à medida que a criança cresce e seu sistema imunológico amadurece.
Aliado ao fato de frequentar escolas, observa-se também que ter irmão mais velhos, ficar exposto à fumaça de cigarro, habitar casas com muitas pessoas também aumenta o risco de infecção aumentam os riscos de infecções, além do fato da criança ter doenças alérgicas não tratadas.
Apenas uma avaliação médica especializada detalhada poderá garantir uma segurança e uma investigação precisa nessas situações.